No dia 17 de junho, Campinas recebeu a primeira edição do Think Beyond, evento de tecnologia que reúne lideranças e profissionais de TI para debater modernização, cloud e Inteligência Artificial. O encontro girou em torno de uma pergunta que atravessa qualquer empresa em transformação digital: como converter investimento em tecnologia em resultado concreto de negócio?

A escolha de Campinas não foi acaso. A cidade concentra um dos pólos tecnológicos mais relevantes do interior paulista, com forte presença de indústria, tecnologia e centros de pesquisa que já convivem diariamente com decisões sobre infraestrutura, dados e automação.

As respostas às perguntas que motivaram o encontro não vieram de slides genéricos nem de discurso comercial. Foram resultado de uma manhã de conteúdo prático, conduzida pela Cloudster, consultoria especializada em AWS que constrói reputação entregando arquitetura sólida e retorno mensurável para empresas de Finanças, Serviços, Manufatura, Indústria e Tecnologia/SaaS, setores em que decisão técnica malfeita custa caro rápido demais para ser tratada como tentativa e erro.

O que é o Think Beyond?

O Think Beyond nasceu com um propósito direto: tirar cloud e Inteligência Artificial do campo das ideias e colocá-los na mesa de decisão de quem realmente puxa a operação da empresa. Não é uma palestra técnica disfarçada de evento de vendas, é um espaço de troca entre profissionais que enfrentam os mesmos gargalos de modernização todos os dias, sem o roteiro engessado que costuma dominar eventos corporativos de tecnologia.

A proposta é deliberadamente enxuta, com poucos participantes, conversa próxima e uma pauta construída para gerar debate, não apenas aplauso. Esse formato favorece perguntas difíceis sobre custo, prazo e o que realmente trava um projeto de modernização.

A edição de Campinas foi a primeira parada do roadshow Think Beyond, reunindo gestores de TI, executivos de operações e líderes de negócio dispostos a discutir tecnologia sem o filtro de apresentação institucional. A resposta do público confirmou que o interesse por essa conversa não é pontual: a Cloudster já leva o mesmo formato a outras cidades, com a próxima parada marcada para Curitiba.

Propósito e público do evento

O convite reuniu profissionais que já convivem com projetos de cloud em andamento, muitos deles em fase de maturidade, não mais discutindo se migram, mas como extraem mais valor do que já migraram. Esse recorte explica o tom direto do encontro, com menos conceito e mais aplicação prática, discutida entre pares que enfrentam desafios semelhantes em suas organizações.

Grande parte do público veio de setores em que a Cloudster já tem atuação consolidada, como Financeiro, Serviços, Manufatura, Indústria e Tecnologia/SaaS, o que deu à conversa um nível de profundidade técnica pouco comum em eventos de tecnologia mais abertos. Falar sobre modernização de TI para quem já lida com auditoria, compliance ou escala de produto todos os dias exige exemplos concretos, não promessa genérica.

O que foi discutido na edição Campinas

A programação girou em torno de três eixos que sustentam qualquer estratégia madura de modernização de TI: cloud como base, Inteligência Artificial como acelerador e liderança como fator decisivo de execução.

Modernização e cloud: transformando investimentos em resultados

Um dos temas centrais foi o hiato entre adotar cloud e realmente extrair valor dela. Migrar workloads não é o fim da jornada, é o início de um processo contínuo de ajuste, revisão de arquitetura e renegociação de recursos conforme a operação cresce ou muda de direção. As discussões reforçaram que empresas que tratam a nuvem como simples troca de data center acabam presas em custos que não conseguem explicar, enquanto as que investem em uma estratégia sólida de FinOps e otimização de custos transformam a fatura de cloud em informação de gestão, não em surpresa mensal no fim do mês.

Esse é também o motivo pelo qual serviços de cloud computing bem estruturados pesam tanto quanto o provedor escolhido: arquitetura mal desenhada custa caro independentemente da nuvem por trás dela. Times técnicos experientes reduzem esse risco desde o desenho inicial, evitando retrabalho e migração dupla, primeiro para a nuvem, depois para consertar decisões tomadas às pressas.

Inteligência Artificial aplicada aos negócios

A IA ocupou boa parte da conversa, e não por acaso. O levantamento do Cetic.br mostra que a adoção de Inteligência Artificial nas empresas brasileiras avançou de 13% para 17% entre 2024 e 2025, crescimento puxado principalmente pelas grandes companhias. O dado confirma o que já se via na prática dos participantes do evento: a IA deixou de ser piloto isolado e passou a compor a operação do dia a dia, de atendimento à análise financeira.

O ponto levantado durante o evento foi menos sobre adotar IA e mais sobre integrá-la a uma base de dados e infraestrutura preparada para sustentá-la. Sem essa base (governança de dados, arquitetura de cloud madura e processos bem definidos), IA vira só mais um projeto-piloto que nunca sai do papel ou que gera resultado inconsistente demais para justificar o investimento. Empresas de Finanças e Saúde, presentes em peso no evento, reforçaram esse ponto. Nesses setores, um modelo de IA mal governado não é apenas ineficiente, é um risco de compliance.

Apresentação de Ricardo Zucolotto, CEO da Cloudster

A apresentação principal ficou a cargo de Ricardo Zucolotto, CEO da Cloudster, que conduziu a plateia por um raciocínio direto: tecnologia sem execução não move ponteiro nenhum. Zucolotto defendeu que a maturidade em cloud de uma empresa se mede pela capacidade de conectar decisão técnica a resultado de negócio, não pela quantidade de serviços contratados.

Ricardo Zucolotto é CEO da Cloudster desde 2012 e lidera a consultoria AWS que ajuda empresas de Finanças, Serviços, Manufatura, Indústria e Tecnologia/SaaS a colocar cloud e Inteligência Artificial em produção de verdade. Antes disso, passou mais de uma década em infraestrutura de TI e redes, o que hoje sustenta seu discurso técnico e pragmático. É certificado AWS Certified AI Practitioner, AWS Accredited Technical Professional e AWS Black Belt Analytics.

Ao longo da fala, o CEO da Cloudster percorreu os desafios mais comuns de quem tenta transformar investimento em modernização em resultado mensurável, como times técnicos que falam uma língua diferente da diretoria, projetos de cloud aprovados sem meta de negócio clara e iniciativas de IA tratadas como experimento isolado em vez de parte da estratégia. Para cada desafio, trouxe um contraponto prático, baseado em projetos reais conduzidos pela Cloudster.

Networking e troca de experiências entre lideranças

Além da apresentação, o evento reservou um momento de almoço e networking, e foi ali que boa parte do valor real aconteceu. Profissionais que enfrentam desafios semelhantes em modernização de TI trocaram experiências sobre o que funcionou e o que não funcionou em seus próprios projetos de cloud, sem o filtro comercial que normalmente cerca esse tipo de conversa.

Esse momento informal costuma render mais aprendizado prático do que a própria apresentação principal, justamente por tirar a conversa do formato palco-plateia. Gestores compararam prazos de migração e critérios usados para escolher entre manter times internos ou contar com uma consultoria especializada.

Esse formato reforça a proposta do Think Beyond: gerar conexão entre pessoas que resolvem os mesmos problemas em empresas diferentes, criando uma rede de referência que ultrapassa o dia do evento.

Principais insights para líderes de TI

Alguns pontos ficaram claros ao final da manhã:

  • Cloud não é destino, é processo. A jornada de otimização nunca termina, mesmo depois da migração concluída.
  • Inteligência Artificial exige base sólida: dados organizados e arquitetura preparada valem mais do que ferramentas isoladas ou modismo de mercado.
  • Liderança técnica precisa falar a língua do negócio, traduzindo decisão de infraestrutura em impacto financeiro que a diretoria consiga acompanhar.
  • Networking qualificado acelera decisão: ouvir de outro líder o que deu certo e o que não deu vale mais do que qualquer material institucional.
  • Exemplos reais valem mais que teoria: é essencial conferir os cases de sucesso de empresas que já percorreram esse caminho antes de definir o próprio plano de modernização.

Como alinhar tecnologia a resultados concretos

Alinhar cloud e IA a resultados concretos só é possível com um parceiro de cloud qualificado que fortaleça dois pontos principais para a sua estratégia: governança de custos desde o primeiro dia e cultura interna que trate tecnologia como investimento, não como despesa fixa. Nenhuma dessas frentes funciona isolada, é a combinação delas que sustenta resultados no médio e longo prazo.

Sua empresa já discute cloud e IA nesses termos, ou ainda trata cada tecnologia como projeto isolado dentro da operação? Fale com um especialista da Cloudster e descubra onde estão as oportunidades de ganho mais imediato para o seu negócio.

Próximos passos: fique por dentro dos próximos eventos

O Think Beyond Campinas encerrou reforçando um recado simples: modernização de TI não é discurso de keynote, é rotina de decisão. As empresas que já entenderam isso saem na frente, seja em resiliência operacional, seja na velocidade com que transformam dado em decisão.

A Cloudster segue levando essa conversa para outras praças do país, sempre no mesmo formato enxuto que privilegia conteúdo aplicado e conversa próxima entre lideranças. Fique de olho nas inscrições para o próximo Think Beyond e garanta seu lugar. Para saber mais sobre as próximas edições e datas, entre em contato com na************@***********om.br.